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Sinopse:
A figura do pai de santo Apolinário Gomes da Mota (1888-1973), um dos babalorixás mais longevos e respeitados do Recife, tem aqui demonstrada sua conexão com pelo menos três campos de interesse: a história do desenvolvimento da antropologia entre nós, a história da religião e a história da presença africana em Pernambuco. Dividida entre a reflexão antropológica e o resgate documental dessa efígie perdida, essa fotoetnografia é um documento precioso tanto ao pensamento e à disciplina antropológica quanto aos olhos e à memória, à cultura em sentido irrestrito.

As imagens trazem vislumbres da ritualística, mas também contam da própria trajetória do Terreiro Senhor do Bonfim, o terreiro de Apolinário: dos fechamentos promovidos pelo Estado até a participação do babalorixá na seleta comissão que ordenaria o surgimento de terreiros na capital, passando por ocasiões como sua presença na recepção ao escritor Albert Camus, ou como a reunião de mais de 5 mil pessoas na sede do seu terreiro, no bairro de Casa Amarela, no dia do seu sepultamento, antes do cortejo sob chuva. Além de discussões relevantes do ponto de vista da disciplina, é lembrado, por exemplo, seu papel como informante das missões folclóricas de Mário de Andrade e como uma das fontes utilizadas por Roger Bastide em suas obras. Os traços congo em sua ritualística são dado igualmente importante para a compreensão das correntes que formaram a cultura dos terreiros entre nós.

Autoria:
Silvana Sobreira Matos, Roberta Bivar Carneiro CAmpos, Pedro Germano e Fabiana Gama Pereira. A obra, publicada pela Editora UFPE, pode ser adquirida na secretaria do Programa de Pós-Graduação em Antropologia (PPGA) ou na secretaria do Departamento de Antropologia e Museologia (DAM), ambos localizados no Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH), no campus Recife.

Os Aruaques”, publicado em 1917, é um clássico da etnologia sul-americanista. Escrito durante o período da Primeira Guerra Mundial, apresenta uma análise dos povos indígenas falantes de línguas aruaque. Durante suas expedições, Max Schmidt já tinha observado a influência cultural dos povos aruaques sobre outros grupos, além de sua enorme expansão espacial pelas terras baixas da América do Sul. No entanto, propõe explicar não sua origem geográfica, mas a dinâmica cultural. Schmidt usa de distinções claras entre fenômenos linguísticos e culturais ao longo do livro, além de conceitos específicos como “aculturação”, “difusão” e “mudança cultural”. Max Schmidt (1874-1950), foi um dos pioneiros da etnologia sul-americanista, ao realizar três expedições ao Brasil central e ao Pantanal (em 1900, 1910 e 1926-1828), além de várias pequenas incursões de campo durante sua estadia no Paraguai. Publicou artigos e livros sobretudo nos âmbitos da etnologia indígena, antropologia jurídica e econômica.

Max Schmidt

As etnografias mais conhecidas de Nimuendajú tratam dos Apopokuva-Guarani, Palikur, Apinayé, Xerente, Canela-Ramkokamekrá e Ticuna. Os textos sobre cultura e língua dos Xipaya, no entanto, fazem parte do início de sua carreira como etnólogo. Em outras palavras, ficaram conhecidos entre os especialistas, mas nem tanto, o que não tem nada a ver com suas qualidades específicas. Porém, eles são diferentes. E esta apresentação tem como objetivo explicitar as peculiaridades dos textos traduzidos e contextualizá-los.

Peter Schröder

Integrantes

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Peter Schröder

Líder do HISTAS, Professor do PPGA/DAM/UFPE

Roberta Bivar Carneiro Campos

Líder do HISTAS, Professora do PPGA/DAM/UFPE

Antonio Carlos Mota de Lima

Professor do PPGA/DAM/UFPE

Christiano Key Tambascia

Professor do Departamento de Antropologia, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, UNICAMP

Cláudio Costa Pinheiro

Professor do Instituto de História, UFRJ

Erik Petschelies

Pesquisador do Instituto de História, UFRJ

Ernst Halbmayer

Professor do Fachgebiet Kultur- und Sozialanthropologie, Philipps-Universität Marburg, Alemanha

Fabiana Maria Gama Pereira

Pesquisadora no PPGA/DAM/UFPE

Luísa Valentini

Pesquisadora, Museu das Culturas Indígenas (MCI)

Nelson Rodrigues Sanjad

Pesquisador e Professor da Coordenação de Informação e Documentação, Museu Paraense Emilio Goeldi (MPEG)

Pedro Henrique de Oliveira Germano de Lima

Pesquisadordo PPGA/DAM/UFPE

Silvana Sobreira de Matos

Pesquisadora do PPGA/DAM/UFPE

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Publicações

Terreiro Senhor do Bonfim de Apolinário Gomes da Mota: uma fotoetnografia da ritualística Congo em Recife

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O Segundo Encontro do HISTAS (online) será realizado na segunda semana de dezembro, provavelmente no dia 12 (a ser confirmado). Peço que fiquem atentos aos e-mails e outras modalidades de divulgação. Já está confirmado o tema da palestra. Teremos o prazer de conhecer a pesquisa de doutorado de Fernanda Moraes de Azeredo (EHESS) sobre Dina […]

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Será realizada, nos dias 5 e 6 de dezembro de 2024, a conferência Exploring the Ethnographic Archive: Early Ethnographers in the Long Nineteenth Century. O evento será transmitido online. A conferência faz parte do projeto de pesquisa Early Ethnographers in the Long Nineteenth Century (2024-2026), coordenado por Han F. Vermeulen (Max Planck Institute for Social […]

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